"Não quero saber do lirismo que não é libertação"
Poética
Manuel Bandeira
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Brasil 2014. Já começou mal

>> quinta-feira, 8 de julho de 2010

O símbolo da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 é simplesmente horroroso. 


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Uma noite fria e estranha

>> terça-feira, 15 de junho de 2010

Antes mesmo do incidente que relatei abaixo esta noite já estava estranha, me sinto estranho. Não sei se foi a má apresentação da seleção brasileira, não sei se são as lembranças da última Copa do Mundo que assisti junto a bons amigos (alguns que já não são mais tão amigos assim, ou pelo menos cessaram de se considerar meus amigos) que sinto muita falta.

Pode ser o frio, mas digitando no lap top debaixo de um edredom como estou a fazer o frio é até gostoso, na tevê passa um belíssimo jogo de basquete, jogo seis da série final da NBA, entre Lakers e Celtics. Ainda que eu tenha uma predileção pelo time de Boston que está enquanto traço essas linhas tomando 20 pontos dos Lakers, mas não sei se é isso.

Pode ser uma reação tardia ao término de um relacionamento breve que tive (que terminou antes do tempo e que restou um carinho), mas não creio que é isso. Apesar de que está sozinho às vezes é uma merda! (desculpem a linguagem, mas é). Agora tem horas que é bom demais.

Estou assim estranho nos últimos dias, estou produtivo, as coisas em casa estão em paz, até a saúde que esse ano ando meio ruim está excelente. Acho que essa sensação estranha, que sou incapaz de definir é uma saudade extremada, talvez aquela que os poetas tanto falam, talvez seja a saudade que foi tão bem cantada pela Amália Rodrigues (com suas letras e sua voz) ou mesmo aquela tristeza doce de uma canção de Edith Piaf.

Acho que o que me falta mesmo é sentar no Libannus tomar alguns chopes com meus amigos e rir, talvez seja isso, estou a sentir falta de rir. Realmente é uma noite fria e estranha. 

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A redundância via satélite

>> terça-feira, 4 de maio de 2010

Outro dia estava a zapear pelos canais de TV da Sky, como qualquer assinante de TV paga sabe, por vezes você tem 50 canais e nada que passa lhe agrada, seja a milésima repetição do “homem da casa” na Fox, ou a enésima repetição de Sr e Sra. Smith no FX, ou um velho e repetido episódio de algum Law and Order, série que tem até um spin-off britânico.

Estava eu lá a sofrer com a programação nem os meus refúgios de sempre History Channel, Discovery Channel, Natgeo, Managementv (que enquanto escrevo esse texto passa uma boa entrevista com, o “velho” Kissinger e em seguida uma com o famoso Michael Porter, no The Charlie Rose Show, antológico, mas isso não vem ao caso), pois bem, tentei me refugiar no Sportv que passava algum esporte que julgo tedioso, ou reprise de um jogo que já havia visto. Em suma, estava eu de saco cheio (se me permitem esse tipo de linguagem) com a TV.

Então acho um programa no Multishow, chamado “minha praia”, que agrupa jovens de corpos esculpidos em uma casa de praia paradisíaca, numa competição que é um hibrido de “Big Brother Brasil” com “No limite”, os competidores disputam provas nos arredores da mansão de veraneio em que estão acomodados. Não achei o programa interessante, na verdade achei chato que só, contudo, algo me chamou atenção a premiação do programa uma viagem ao Havaí.

Pensei, mas que diabos, os caras estão confinados em uma mansão paradisíaca numa praia cinematográfica em um litoral absurdamente acolhedor, para ganhar de prêmio a mesma coisa. Sério, achei a idéia muito ridícula, se coloca então pessoas na praia para ganhar férias numa outra praia.

Sou só eu ou esse programa é a celebração da redundância, o que é em certo modo a essência do modelo de reality show. No final todos são a mesma coisa: pessoas batendo boca e levando uma vida absolutamente desinteressante cercada de câmeras, uma chatice só. Sorte minha que me refugie em livro de Garcia Marquez. 

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A velhice precoce

Eu nasci no ano do Senhor de mil novecentos e oitenta aos dias 20 do mês de novembro, portanto tenho 29 anos, o que significa que demograficamente eu sou um jovem adulto.

Contudo, ultimamente tenho me sentido velho, cansado, não fisicamente, mas mentalmente, creio que isso se deve não só ao meu auto-exílio no interior, mas a fadiga daqueles que aproveitaram a vida intensamente.

Cada vez mais vivo uma vida envolta em livros e acho que isso tem colaborado para o “envelhecimento” precoce. Ando com fadiga de barulho, de multidões, de “meninos” com seus carros cheios de patéticas caixas de som, a ouvir lamentáveis canções, que outrora eu gostava muito e de certo modo ainda gosto, ainda que em volumes que não provoquem danos a audição. Exceto na época do carnaval, por que ai a minha veia brasileira fala alto.

Bom e para piorar esse cenário ainda tomei uma vacina para a gripe A (H1N1), há de se convir que isso não ajuda quem está a se sentir velho. O paradoxal é que me sinto velho, mas as idéias estão renovadas... Assim tudo bem então!

P.S: Dedico essa postagem ao também velho precoce Rodrigo Lepsch (vulgo Alemão). 

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