"Não quero saber do lirismo que não é libertação"
Poética
Manuel Bandeira

Desperado – A Balada do Pistoleiro

>> segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Soy un hombre muy honrado,
Que me gusta lo mejor
Las mujeres no me faltan,
Ni el dinero, ni el amor

Jineteando en mi caballo
Por la sierra yo me voy
Las estrellas y la luna
Ellas me dicen donde voy

Ay, ay, ay, ay
Ay, ay mi amor
Ay mi morena,
De mi corazón

Me gusta tocar guitarra
Me gusta cantar el "song"
Mariachi me acompaña
Cuando canto mi canción

Me gusta tomar mis copas
Aguardiente es lo mejor
Tambien el tequila blanco
Con su sal le da sabor
(Morena de mi corazón, cancíon Del Mariachi)

Ok, todo mundo já viu esse filme algumas vezes dado a quantidade de reprises, inclusive agora enquanto escrevo está a passar mais uma dessas reprises.

O filme é um desses que se constrói deliberadamente a partir de clichês, brinca com os estereótipos latinos do herói problemático que se põe a desafiar ricos e poderosos criminosos a margem da lei e seus agentes vistos como igualmente malévolos.

O filme captura bem uma aura de realismo fantástico ao incluir inverossímeis seqüências de ação em um contexto absolutamente corriqueiro, cotidiano. De certo é um filme que venera as influências de seus autores e denuncia por vias cômicas os clichês sobre os quais é construído.

Há seqüências e frases geniais, como genial é o fato da personagem principal, o herói arquétipo (inspiradamente interpretado pelo espanhol Antonio Banderas) não ter um nome, ele simplesmente é o “El Mariachi”.

A certa altura o Mariachi faz uma oração que mostra a dualidade dessa personagem que mata em busca de vingança, mas que sofre para justificar isso moralmente ele diz: “Give me the strength to be what I was, and forgive me for what I am.” Que numa tradução livre pode ser entendido como “Dê-me a força para ser o que já fui, e perdoe-me por ser o que sou”.

A redenção, como era de esperar num conto que brinca com o imaginário machista da região está em uma mulher que simboliza a um só tempo tudo que esse pensamento deseja numa mulher e tudo que tem repulsa que é a voluptuosa Carolina.

De fato uma obra despretensiosa que objetiva divertir, mas ainda assim é uma peça cinematográfica que toca em questões relevantes, com excelentes participações especiais como a Quentin Tarantino. Se não bastasse isso outra atração é a linda Salma Hayek e seu icônico salto sobre um ônibus juntamente com Antonio Banderas.

Um filme onde de fato o cotidiano é fantástico.

Para maiores informações visite a página do filme no IMdB. 

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Um pouco de lirismo que é libertação

>> terça-feira, 27 de julho de 2010

"[...]What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind. [...]"

Ode: Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood de William Wordsworth

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Mi Buenos Aires Querido

>> sábado, 24 de julho de 2010

Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habrá más penas ni olvido.
(Carlos Gardel e Alfredo Le Pera)

Eu e minha mãe na Plaza de Mayo em março de 2006.
Estou com saudade dessa que é minha cidade favorita, fora minha Brasília, falo é óbvio de Buenos Aires. Para alguém que como eu tende a trocar o dia pela noite, nada como efervescência noturna ‘porteña’ cidade em que é fácil ver idosos e crianças perembulando pelas ruas da capital aproveitando a vida cultural, os restaurantes e os bons ares da cidade.

Que vontade de comer um belo asado de tira, com vinho Malbec e depois cismar observando o ir e vir dos moradores e turistas aproveitando uma bela cerveza iguana.

Quantas histórias tenho nessa cidade que já não visito a tempo demais. Se você quer ir a um lugar para aproveitar o cotidiano fantástico, visite Buenos Aires e se puder vá além dos inúmeros pontos turísticos guarde um tempo para explorar a cidade e observar aquele dia-a-dia que consegue ser a um tempo só exótico e familiar.

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Um post para Mamulengo

>> segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ando saudosista nos últimos dias, sem que isso tenha me levado a tristezas ou crises existenciais, mas tenho me lembrado das boas histórias do meu tempo na UCB.

Todo grupo de amigos sempre tem um que é mais empolgado e barulhento, alguém que é impossível não notar sua presença. Pois bem nos meus tempos na Católica havia alguns membros de nosso grupo que eram assim, mas um se destaca.

Mamulengo, vulgo Tiago Carrijo, era esse cara seja com seu berrante, seja com suas rimas de rodeio. Hoje, quem diria, Mamulengo é um pai de família responsável e devotado. Mas, de uma maneira sempre será o mesmo, animado, sertanejo e grande amigo. O vídeo abaixo é uma das músicas que me lembrar esse bom amigo que não vejo a tanto tempo. (e não, não é, standing outside the fire).

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Brasil 2014. Já começou mal

>> quinta-feira, 8 de julho de 2010

O símbolo da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 é simplesmente horroroso. 


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Uma pausa para rir

>> sábado, 3 de julho de 2010

Por que rir é sempre bom.

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Uma noite fria e estranha

>> terça-feira, 15 de junho de 2010

Antes mesmo do incidente que relatei abaixo esta noite já estava estranha, me sinto estranho. Não sei se foi a má apresentação da seleção brasileira, não sei se são as lembranças da última Copa do Mundo que assisti junto a bons amigos (alguns que já não são mais tão amigos assim, ou pelo menos cessaram de se considerar meus amigos) que sinto muita falta.

Pode ser o frio, mas digitando no lap top debaixo de um edredom como estou a fazer o frio é até gostoso, na tevê passa um belíssimo jogo de basquete, jogo seis da série final da NBA, entre Lakers e Celtics. Ainda que eu tenha uma predileção pelo time de Boston que está enquanto traço essas linhas tomando 20 pontos dos Lakers, mas não sei se é isso.

Pode ser uma reação tardia ao término de um relacionamento breve que tive (que terminou antes do tempo e que restou um carinho), mas não creio que é isso. Apesar de que está sozinho às vezes é uma merda! (desculpem a linguagem, mas é). Agora tem horas que é bom demais.

Estou assim estranho nos últimos dias, estou produtivo, as coisas em casa estão em paz, até a saúde que esse ano ando meio ruim está excelente. Acho que essa sensação estranha, que sou incapaz de definir é uma saudade extremada, talvez aquela que os poetas tanto falam, talvez seja a saudade que foi tão bem cantada pela Amália Rodrigues (com suas letras e sua voz) ou mesmo aquela tristeza doce de uma canção de Edith Piaf.

Acho que o que me falta mesmo é sentar no Libannus tomar alguns chopes com meus amigos e rir, talvez seja isso, estou a sentir falta de rir. Realmente é uma noite fria e estranha. 

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